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quinta-feira, 23 de setembro de 2010

A verdade sobre Srila Prabhupada

A verdade sobre Srila Prabhupada
e o sistema Ritvik

A verdade sobre Srila Prabhupada,
o “sistema rtvik” e o guru-parampara
Por Prabhu Mangala

  

Todas as glórias a Sri Sri Guru-Gauranga!

Caros devotos e simpatizantes, todas as glórias ao movimento de sankirtana de Sri Caitanya Mahaprabhu, que, por pura misericórdia das entidades vivas presas às ilusões deste mundo temporário, rompeu as barreiras que ainda teimavam em conter o fluxo arrebatador de prema (amor puro por Deus). Por favor, tenham compaixão desta alma caída, influenciado que sou pelos apelos de kali-yuga, e aceitem minhas reverências.

Não me é exatamente agradável ter de escrever tais palavras de desagravo ao que vem sendo amplamente divulgado via Internet e outros meios, mas decorre que muito do que tem sido dito em nome da “Consciência de Krsna” e da “missão de Srila Prabhupada (Bhaktivedanta Svami)” são equívocos acintosos que atingem patamares superlativos de demência. Seja por ignorância ou por má fé, o fato é que pessoas têm se apresentado como “devotos”, “discípulos” de Srila Prabhupada, e têm tomado para si o papel de pregadores – o que significa se colocar como indivíduos suficientemente qualificados em vida e conhecimento espiritual –, mas isto o fazem em descompasso total com as injunções das escrituras védicas e com as instruções dos santos vaisnavas. Notadamente, estas pessoas ofendem Srila Bhaktivedanta Svami (Srila Prabhupada) – e outros devotos santos –, ao mesmo tempo em que, de forma desesperada, vociferam aos quatro ventos que as improbidades que veiculam seriam, por instrução e obra, ensinamentos do próprio Srila Svami Mahraja (Srila Parbhupada).

Notadamente, me refiro às concepções errôneas acerca de guru e sucessão discipular (guru-tattva) pregadas pelos assim auto-intitulados “rtviks” (IRM) e, por extensão, exponho igualmente os descaminhos que envolvem a instituição ISKCON, na figura dos seus membros dirigentes, que numa série de equívocos há muitos anos vem fazendo uma espécie de contraponto à “filosofia rtvik”, mas com efeitos paradoxalmente danosos.

Devemos, então, começar investigando: O que é guru, afinal? Qual papel cumpre um guru? Posto que este é o tema sobre o qual toda a discussão se desenrolará. Mas, ainda antes disto, nos cabe estabelecer o processo pelo qual iremos proceder à investigação proposta. E o primeiro dado a se destacar é o fato de que os Vedas, aqui aceitos como autoridade – e neste ponto não há discordâncias, pois este é o princípio de autoridade aceita em qualquer ramo da filosofia védica –, como escrituras completamente transcendentais que são, literatura aut-explicativa, apresentam o processo inquisitivo pelo qual podemos conduzir toda e qualquer argumentação acerca de tattva-siddhanta (as verdades conclusivas filosófico-escriturais). Assim sendo, vamos ver que nos Vedas o próprio Senhor Krsna estabelece:

tad viddhi pranipatena pariprasnena sevaya
/ upadeksyanti te jnanam jnaninas tattva-darsinah
Bhagvad-gita, 4.34

 “Para saber sobre a Verdade Absoluta, a pessoa
deve se aproximar de um Guru, oferecendo-lhe prostradas reverências, de modo a fazer perguntas relevantes e a render-lhe serviço. Este Guru, tendo realização acerca da Verdade, pois dela tem experiência direta, pode dar iluminação por meio de conhecimento transcendental”.

Voltamos, então, ao ponto inicial. Todos os sastras (escrituras) afirmam que amnaya-pramana – as evidências recebidas por intermédio direto de um guru em sucessão discipular fidedigna – são as referências sobre as quais devemos nos debruçar e construir nosso arcabouço de conhecimento, em níveis prático e teórico. Isto estabelece, portanto, a centralidade da figura do guru. Esta é a primeira conclusão em guru-tattva: guru é a figura central em nossa vida espiritual. De modo que encontramos, nos Vedas, o Svetasvatara Upanisad (6.23) dizendo que “as verdades escriturais serão reveladas aos que tiverem a mesma devoção por Sri Gurudeva e Bhagavan (Deus)”. Fica posto que Sri Gurudeva é não diferente de Bhagavan, de modo que o próprio Senhor Krsna instrui a Uddhava:


acaryam mam vijaniyan navamanyeta karhicit
/ na martya-buddhyasuyeta sarva-deva mayo guruh
Srimad-bhagavatam 11.17.27


“Oh Uddhava! O acarya é tão bom quanto Eu mesmo. Ele é a Minha própria expansão. A nenhum momento você, por inveja, pode desrespeitá-lo ou negligenciá-lo, tomando o Guru por uma pessoa comum, mortal; nem se deve considerar que ele tenha falhas, porque o Guru é o sumo completo de todos os semideuses”.

 

Mas ainda devemos averiguar mais, devemos estar cientes das verdadeiras qualidades de um guru. Cientes de que ele não é só alguém capaz de controlar os ímpetos da fala, da língua, da mente, da ira, do estômago e dos genitais. O auto-controle é um pressuposto para algo muito maior, posto que auto-controle sozinho não é Bhakti (devoção pura). O Srimad-bhagavatam, o purana imaculado, enumera as qualidades de Sri Gurudeva como se segue (verso 11.3.21): 1) ele tem realização completa acerca das injunções védicas, 2) acerca da Suprema Verdade Absoluta (para-brahma Sri Krsna), e 3) ele é completamente desapegado das coisas mundanas. Daí depreende-se que Sri Guru é a expressão viva, a comprovação empírica de que tudo o que as escrituras reveladas ensinam têm o poder de nos conduzir a um determinado patamar de desenvolvimento e realização espiritual que, não fosse o exemplo dele (guru), a nós pareceria simplesmente impossível alcançar.

Agora que nos aproximamos um pouco mais de guru-tattva, que temos uma noção melhor estabelecida de quem o guru verdadeiramente é, noção de que a ele devemos nos render com amor, prestando-lhe serviço e inquirindo sempre, mas de forma humilde – pois este é o processo para o nosso próprio benefício que os Vedas recomendam –, fica a pergunta: Como podem os assim ditos “rtviks” e uma boa parcela dos devotos que se designam filiados à ISKCON, dizer que o guru-parampara termina em Srila Prabhupada e ninguém mais pode ser verdadeiramente guru depois dele? Estas pessoas estão simplesmente negligenciando toda a obra de Bhaktivedanta Svami Prabhupada, e custa acreditar que possam ter lido os textos de Srila Prabhupada, nos quais ele corrobora, e assim também a sua vida serve de exemplo, com tudo o que a sucessão discipular fidedigna e os Vedas estabelecem – a começar por afirmar a eternidade do vaisnava-dharma, da religião eterna baseada na vida e obra daqueles que são exemplos vívidos do caminho que conduz a Bhakti (devoção pura por Deus). Os Vedas falam sobre e exaltam, obviamente, a esta verdade eterna expressa na forma da misericórdia de Krsna que nunca abandona este mundo: os vaisnavas (devotos) puros! Guru-parampara!


Baseados em argumentações pontuais, completamente descontextualizadas, rtviks e ISKCON se digladiam pela autoria de um projeto funesto, cujo objetivo vergonhoso, mesmo que algumas vezes dissimulado, é o de decretar o fim da eternamente transcendental e santa linha discipular da Sri Brahma Madhva-Gaudiya-Vaisnava Sampradaya. E ainda que assim o tentem fazer, algo que é impossível sem duvida, não seria tão significativo o descalábrio se não fosse o fato destes porem à frente a imagem de Srila Bhaktivedanta Svami (Srila Prabhupada) como o “grande articulador” deste projeto, impingindo a Srila Prabhupada a mácula de um fratricida. Seria, segundo esta visão estapafúrdia, Srila Prabhupada de um lado, o “único acarya” (devoto puro), e do outro, em oposição, todos os outros sadhus vaisnavas, incluindo-se aí irmãos espirituais de Srila Prabhupada, alguns que ele mesmo considerava como seus siksa gurus diretos – a exemplo Srila Bhakti Raksaka Sridhara Gosvami Maharaja –, personalidades santas que para os tais rtviks não passariam de devotos desqualificados. Não poderia haver maior ofensa a Srila Prabhupada! Maior ofensa aos sadhus vainavas!

De todas as aparadhas (ofensas), vaisna-aparadha é a mais abominável. Assim estabelece o Sri Caitanya-caritamrta (Madhya-lila 19.156):

yadi vaisnava-aparadha uthe hati mata
/ upade va cinde tara sukhi yaya pata

“Se, enquanto cultiva a trepadeira do serviço devocional (Bhakti) neste mundo material, o devoto comete uma ofensa aos pés de lótus de uma Vaisnava, sua ofensa é comparável a um elefante loco que esmaga arrancando pela raiz a trepadeira da devoção. Desta maneira, as folhas da trepadeira de Bhakti secam”


E Srila Bhaktivedanta Svami Prabhupada comenta este verso em uma frase sumária: “Nossa atitude devocional cresce na companhia dos Vaisnavas”. Estes mesmos Vaisnavas que, segundo expresso no Srimad-bhagavatam (1.13.10), são a própria personificação dos locais sagrados, são eles mesmos os reservatórios de Bhakti, a fonte de toda a auspiciosidade e bem-aventurança que existem neste mundo, provindas diretamente de Krsna.

 Os Vedas, e especialmente o Caitanya-caritamrta, estabelecem que vida espiritual é vaisnava dasa-anudasa, aceitar a linha discipular e o serviço aos pés de lótus de um servo adorável de Sri Hari, que por sua vez também é servo, do servo, do servo... E, estando junto a este servo, que perfeito em todos os aspectos é elevado à condição de guru – pois só o servo perfeito pode ser guru perfeito –, devemos ouvir dele acerca da Verdade, pois dele provém o som transcendental, sabda-pramana. Eis o primeiro processo de Bhakti: sravana, ouvir diretamente da fonte fidedigna. Caso contrário, o que teremos será cego guiando cego.


“Cego guiando cego” é a idéia que resume bem o que é a “filosofia” rtviki e o que muitos afilados à ISKCON defendem como sendo guru-tattva. Para estes, só restaram neste mundo almas condicionadas, e bastaria ler os livros de Srila Prabhupada para se “elevar” em consciência de Krsna.

 Chega a ser quase infantil, ainda que a intenção e os métodos difamatórios desses “rtviks” nada tenham de inocentes, se esquecer ou negligenciar a instrução mais primária que tem haver com o “ouvir da fonte fidedigna (guru)”. Bhakti não é filosofia mundana, que a gente adquire na livraria mais próxima, lê e interpreta por próprio capricho.

Quando um “rtvik” se coloca à frente e diz que é um representante de Srila Prabhupada, ele se coloca no lugar do guru para dizer que não existem mais gurus. Por serem impostores – já que tomam o lugar do devoto puro para desmentir a existência deste –, não têm o cuidado de averiguar, ou preferem omitir mesmo, a verdade de que só um devoto puro pode realmente entender o coração de um outro devoto.

Não é por capricho próprio que vamos entender o coração de um devotodo quilate de Srila Svami Prabhupada. Os “rtviks” matam a figura do guru para tomar o seu lugar e assim desencaminhar a massa confusa e inocente. Cegos guiando cegos!


É no mínimo redundante, para não dizer constrangedor, ter que argumentar o óbvio de que Srila Bhaktivedanta Svami Prabhupada apresenta e defende a eternidade do vaisnava-dharma e guru-parampara.

Em realidade, sem esta concepção de guru-tattva e da eternidade do guru-parampara, todos os esforços em direção à Consciência de Krsna, e o mesmo podemos dizer da obra de Srila Svami Maharaja Prabhupada e dos acaryas, poderiam ser postos de lado, pois o fim certo de quem nega (e ofende) o devoto puro é infinitamente pior do que o daqueles materialistas e ateus que abertamente defendem que Deus não passa de um simples conceito da mente.

 Nada pode ser pior do que dissimular, travestir-se de “devoto” para pregar que devotos (digo, devotos puros!) não mais existem.

Nenhuma destas concepções provém de Srila Prabhupada, do que ele mesmo, através dos seus exemplos e ensinamentos, como um acarya fidedigno que é na eterna linha de sucessão discipular da Sri Brahma Madhva-Gaudiya Sampradaya, ensina. Averiguando e entendendo a obra de Srila Prabhupada por completo, em contextualidade e considerando todas as suas partes, vemos que os exemplos e testemunhos textuais que ele deixou de forma alguma ferem a filosofia vaisnava.

Portanto, tomando a poeira dos pés de lótus de Srila Svami Prabhupada sobre nossas cabeças, devemos, só então desta forma, com toda a submissão, adentrar as instruções deste sad-guru. Aí sim, estaremos glorificando Srila Prabhupada, sem esta de querer estar no lugar dele, se apressando em dizer “sou representante de Srila Prabhupada”.



Começo por enumerar os argumentos destes assim auto-proclamados “rtviks”, que tentam estabelecer Srila Bhaktivedanta Svami Prabhupada como o último e único guru fidedigno. Depois, irei me dedicar a contra-argumentar tal falácia, apoiado nos Vedas e sastras vaisnavas, demostrando o quão insustentáveis são as concepções da “filosofia rtvik” acerca de guru-tattva e da verdadeira função e posição exaltada de uma sad-guru (guru fidedigno) como Srila Prabhupada.

Fundamentalmente, os rtviks se apóiam em duas argumentações pontuais, que eles apresentam ao público de maneira completamente descontextualizada, fragmentada e apelativa. Argumentações inconciliáveis com tudo o que dizem as escrituras, os vaisnavas históricos (os gosvamis e outros devotos puros em sucessão) e, inclusive, o conjunto e a essência da obra mesma de Srila Bhaktivedanta Svami Prabhupada.

A primeira argumentação, que eles consideram a mais forte sem dúvida, se baseia em uns poucos documentos de cunho formal/ administrativo, assinados por Srila Prabhupada, mas não necessariamente redigidos por ele, e umas falas pontuais espargidas aqui e ali em sua extensa obra. Segundo a interpretação rtvik, tais documentos e instruções de Srila Parbhupada apontariam claramente que ele, e somente ele – Srila Prabhupada –, deveria ser aceito agora e sempre como o único guru; e mais, Srila Prabhupada estaria indicando também que de agora em diante o “sistema ritvik” deveria prevalecer.

O principal destes documentos, na concepção rtvik, seria um documento que eles viriam chamar, apelativamente – posto que o documento não recebe originalmente este nome –, de “A ordem final”. Segundo o documento, Srila Svami Prabhupada estabelecia que onze de seus discípulos mais experientes estariam autorizados para agir em seu nome, como seus representantes diretos, ou rtiviks; e teriam estes representantes autonomia para dar a primeira e a segunda iniciação (diksa) em lugar de Srila Prabhupada, sendo que Srila Prabhupada permaneceria sendo diretamente o guru destes novos iniciados.


Nada há de espantoso, de fato nenhuma verdadeira novidade há no teor de tal documento. Aliás, tratam-se de ponderações completamente condizentes com o que dizem as escrituras, decisões pragmáticas de Srila Bhaktivedanta Svami Prabhupada quanto aos rumos de sua pregação àquela época.

 E naquele momento já havia uma percepção geral de que Srila Prabhupada visivelmente se preparava para partir deste mundo para a morada eterna transcendental, e, como uma grande acarya que era, Srila Prabhupada cuidava para continuar a garantir que a sua misericórdia não tivesse interrompido o fluxo.

 Literalmente, Srila Svami Prabhupada determinou em carta que alguns discípulos estavam autorizados a dar iniciação em seu nome, e que ele, Srila Prabhupada, seria, ainda, o guru destes recém iniciados, que o que ele dava era, em realidade, uma concessão, fazendo dos seus representantes ritviks (oficiantes autorizados dos sacrifícios e dos processos de iniciação em seu nome).

Ou seja, Srila Prabhupada estaria diretamente instruindo seus representantes sobre como proceder, ninguém estava liberado a agir por conta própria sem uma guiança direta de Srila Svami Prabhupada. Nunca houve uma ordem expressa de Srila Svami Prabhupada dizendo que com a sua partida o “sistema rtvik” deveria ser posto em funcionamento.

O “sistema rtvik” só funciona enquanto o guru estiver presente para instruir diretamente seus representantes, isto é o que dizem os Vedas, mas alguns parecem querer incutir a contradição entre o sadhu (Srila Prabhupada) e os Vedas.


Diz Srila Prabhupada:

"O conhecimento védico não é uma questão de investigação. Nossa investigação é imperfeita porque averiguamos as coisas com nossos sentidos imperfeitos. Temos que aceitar o conhecimento perfeito que é transmitido, como se afirma no Bhagavad-Gita , através do parampara, a sucessão discipular." (Bhagavad-gita Como Ele É, introdução).


"Não é o que significa: 'Bhaktivedanta Swami nos trouxe isso', eles dizem. Esta é a minha boa fortuna. Mas, de fato, eu sou apenas um peão. Eu trouxe, mas eu estou entregando sem nenhuma adulteração. Este deve ser meu crédito." (Srila Prabhupada, Detroit, 03/08/1975).
 

Sem nenhuma adulteração, este é o verdadeiro crédito de Srila Svami Maharaj (Srila Prabhupada), e ele enfatiza:

“Pode alguém perguntar se guru é absolutamente necessário. Os Vedas nos informam que sim (Mundaka Up. 1.2.12): tad vijnanartham... [de modo a adquirir o conhecimento perfeito (divino), a pessoa deve se aproximar de um guru com espírito de dedicação...]

“Os Vedas mandam que busquemos um guru; na realidade, eles dizem que busquemos o guru, não apenas um guru. Só há um guru porque este chega até nós por intermédio da sucessão discipular. (...). Apesar de centenas de milhares de acaryas terem ido e vindo, a mensagem é a mesma.” (Ciência da auto-realização p. 53).

E há muito mais, Srila Prabhupada também diz:

“Pode ser que o guru seja esta pessoa ou aquela, mas a mensagem é a mesma; é por isto que se diz que só existe um guru.” (Idem).

Ou seja, Srila Prabhupada é uno com os outros gurus, pois guru é um princípio eterno e universalmente válido. Ele também diz na página 54 deste mesmo livro: “Um guru não pode alterar a mensagem da sucessão discipular.” Também encontramos no livro Ensinamentos do Senhor Kapila:

“Todos os sastras nos aconselham nos aconselham a que nos associemos com um sadhu. (...). Por isso, começamos este movimento da consciência de Krsna para criar uma associação de sadhus [no plural!], onde as pessoas possam se beneficiar e assim alcançar a liberação.”



Em argumentação lógica e histórica, fica comprovado que rtvik é um sistema genuíno quando existe a figura do guru presente, instruindo e observando as ações dos seus representantes. Não é que agora, que Srila Prabhupada não está mais aqui “de corpo presente”, que pessoas desqualificadas podem assumir para si a posição de Srila Prabhupada, falando em seu lugar. O acarya fala por si mesmo, uma pessoa desqualificada nunca pode falar em seu lugar! Também não é porque os tais “rtviks” são desqualificados que todos os outros devotos também assim devam ser vistos. Isto é cego guiando cego, é cego fazendo dos outros cegos também.

Nem Srila Prabhupada deixou expressamente documentado – e reitero que assim ele nunca o faria, posto que é completamente absurdo do ponto de vista das escrituras –, que o “sistema rtvik” devesse ser adotado e todo o sistema tradicional de guru-parampara a partir dele (Srila Prabhupada) rejeitado. Creio que uma determinação desta magnitude mereceria uma ordem expressa de Srila Svami Prabhupada, o que de fato nunca aconteceu.

Os rtviks afirmam Srila Svami Prabhupada como o único diksa-guru (guru iniciador), não aceitando a proeminência de siksa-guru (guru-instrutor), sendo fato irrefutável que o guru-parampara do vaisnavismo gaudiya, na linha de Sri Caitanya Mahprabhu – mesmo não havendo uma diferença fundamental entre guru iniciador e guru instrutor –, é uma sucessão que segue o fluxo de siksa (instrução). Ou seja, estes rtviks tomam para si a proeminência que é dos vaisnavas, e pretensamente se põem a instruir sobre o que não sabem, pois não têm a menor realização do que dizem.

Muito mais do que em lógica, a defesa da eternidade do guru-parampara deve se basear naquela que para nós é – ou pelo menos deveria ser – a única argumentação válida: os Vedas e as escrituras vaisnavas. E aqui podemos falar, agora, do outro ponto sobre o qual os “rtviks” se apóiam.

Em especulação vã, rtviks escrutinam apressadamente os vedas atrás de recortes para justificar o injustificado e fazem destes recortes descontextualizados o próprio veredicto. Interessante que, neste ponto, a própria ISKCON/ GBC, com quem os rtviks rivalizam, tenha dado uma série de argumentações falaciosas que terminaram por dar, contraditoriamente, sustentação à tese dos rtviks. Para dar um único exemplo, pelo menos um dos que eles buscam assentar diretamente nas escrituras védicas, cito o verso que estes rtviks tanto gostam de repetir, mas cuja tradução que fazem é muito questionável.


Trata-se do seguinte verso do Brahma-vaivarta Purana:
 man-mantropasakasparshad / bhasmibhutani tatkshanat
bhavishyanti darsanacca / snanadeva hi jahnavi.


 Verso este que entre alguns devotos da ISKCON, para a felicidade dos “rtviks”, é traduzido algo como: “o Meu mantra upasaka (adorador do santo nome) vai aparecer neste mundo e difundir o canto do Meu santo nome em toda parte”.

 Sendo que a interpretação que dão é que este mantra-upasaka é Srila Prabhupada; e, ainda mais, há mesmo os que defendem que este verso por si só seria efetivamente suficiente para dizer que Srila Prabhupada é “o guru” e mais nenhum outro pode ser.

Acontece que este verso tem uma outra tradução bem mais condizente, que é a seguinte: “Simplesmente pelo olhar ou toque dos que me adoram através dos Santos Nomes (mantra upasaka), todos os pecados de uma pessoa serão queimados de uma vez”. E em muitos comentários a este verso é dito que, se existe um único mantro-upasaka nesta era de Kali, este é Caitanya Mahaprabhu.

 Ou seja, muito especulam sobre pouquíssimas e inconclusivas evidências.



Para finalizar, como o que realmente importa conhecer sempre é o que emana da boca de lótus dos vaisnavas fidedignos, cito aqui passagens de três diferentes acaryas vaisnavas. Neles me refugio e aos seus pés ponho o que até aqui escrevi, orando para que se satisfaçam com este meu serviço e o aceitem, desfazendo, através de seus ensinamentos fidedignos, tudo o que por certo este meu texto carrega de imperfeições.

Primeiro, cito de Bhaktisiddhanta Sarasvati Thakura Prabhupada, diksa e siksa guru de Srila Bhaktivedanta Svami Prabhupa, esta afirmação sucinta que se segue:

“Nós temos que ouvir sobre a Suprema Personalidade de Deus de alguém que seja o seu próprio agente. (...) Quando nós ouvirmos de um sadhu vivo, que pode falar sobre estes tópicos audaciosamente, de uma forma vívida e inspiradora, então todas as fraquezas desaparecerão do nosso coração.”
(do livro: Saraswati Thakura, The Life and Precepts of Srila Bhaktisiddhanta Saraswati).


Também é esclarecedor o que diz Srila Gour Govinda Maharaja, reconhecidamente o mais proeminente discípulo de Srila Prabhupada, respeitado e glorificado por toda a família Gaudiya Vaisnava Sampradaya, que assim explica em uma conversa que ficou registrada no livro The Process of Inquiry:[

Srila Goura Govinda: (...) Você ouve o que diz Srila Prabhupada? Ele está falando com você?

Devoto: Através dos livros dele.

Srila Goura Govinda: Através dos seus livros, sim. Todos os sadhus falam através dos seus livros. Jiva Goswami, Rupa Goswami, Sanatana Goswami, Bhaktivinode Thakur, Bhaktisiddhanta Saraswati e Srila Prabhupada, todos eles falam através dos seus livros. Isto não é algo novo. (...). Você não pode entender o que eles dizem simplesmente por ler os seus livros. (...).

Devoto: Então nós devemos nos associar com um saddhu vivo [presente]?

Srila Goura Govinda: Definitivamente. Sempre haverá um saddhu disponível. Mas não se trata de uma pessoa barata. Tal pessoa é muito rara. Se você puder obter a misericórdia dele então irá vê-lo.

Guru é a manifestação da Superalma, o caitya-guru em nosso coração. Ele então manifesta seu corpo e aparece [e aí nos instrui].



Mais uma vez, cito Srila Goura, agora em uma bela passagem do seu tão glorificado livro “Matura Meets Vrndava”:

“O Brhan Naradiya Purana (4.33) descreve: bhaktis tu bhagavad-bhakta sangena parijayate. ‘Pela associação com premi bhaktas a pessoa desenvolve bhakti’. Não é que não hajam sadhus disponíveis aqui [neste mundo material]. (...). A pessoa não pode dizer: ‘Oh, não há sadhus disponíveis. Eu não vejo alguém que seja sadhu’. Você é que não tem visão para ver um sadhu! Os sadhus estão aí, de outra forma como poderia o mundo de Krsna se desdobrar? Suddha-bhaktas, devotos puros, são o bhusana, são os ornamentos deste mundo.”

Também cito Srila Bhaktivedanta Narayana Gosvami Maharaja, oficiante do fogo sacrificial da cerimônia de sanyasa de Srila Prabhupada, amigo e confidente com o qual Srila Prabhupada manteve relacionamento até os seus últimos momentos de vida, guru-vaisnava reconhecidamente autêntico, esclarece o que os Vedas dizem sobre “rtvik”: “Aqueles que são os oficiantes dos sacrifícios e que o fazem em concordância com os mantras védicos são chamados de rtviks.” (The True conception of Sri Guru-Tattva).


Tais rtviks, estes sim autorizados pelos Vedas, são descritos em número de 16, conforme evidência irrefutável do Ramayana, Mahabhara e Srimad-Bhagavatam. Em todas essas escrituras, a palavra rtvik aparece associada à realização de sacrifícios, mas nunca estes rtviks têm o poder de conduzir alguém à meta última, transcendental. Srila Bhaktivedanta Narayana Maharaja é direto e esclarecedor:

“Na presente era de Kali muitas pessoas se irritam simplesmente por ouvir a palavra ‘guru’, por verem as condutas impróprias, atividades que são completamente contrárias aos princípios de Bhakti, e a conseqüente queda destes assim chamados ‘gurus’. Portanto, no momento atual algumas pessoas expõem a idéia de que Srila Bhaktivedanta Svami Maharaja [Srila Prabhupada] foi o último sad-guru [guru fidedigno], e que depois do desaparecimento dele não há mais sad-guru presente neste mundo, e que nem haverá um no futuro. Portanto, depois do seu desaparecimento não mais há qualquer necessidade de alguém aceitar um guru vivo, porque rtviks irão dar continuidade ao sisya parampara (sucessão discipular) e darão diksa por intermédio de gravações em cassetes com a sua própria voz [de Srila Prabhupada] cantando os gayatri-mantras.”

“Tal concepção é completamente especulativa e é contrária às injunções das escrituras.” (Idem).

Fechando, o veredicto da autoridade máxima de Sri Caitanya Mahaprabhu, que instrui enfaticamente no Sri Caitanya-caritamrta (Madhya-lila 22.54):

sadhu-sanga sadhu-sanga sarva-satre kaya
/ lavra-matra sadhu-sanga sarva-siddhi haya

“O veredicto de todas as escrituras reveladas é que através, mesmo que seja por um momento ínfimo, da associação de um sadhu, devoto puro, a pessoa pode atingir a completa perfeição espiritual”.

Srila Naraya Maharaja: A pessoa deve cultivar o seguinte humor: ‘Se eu não ouvir hari-katha em sadhu-sanga, meu coração irá secar, minha vida será intolerável’. (Sri Slokamrtam).



Apelo aos leitores que procurem averiguar de maneira cuidadosa tudo o que aqui foi dito, guru-tattva traz o maior benefício que podemos almejar para a nossa vida espiritual. Por certo que enquanto este mundo material se desenrolar muitos ofensores, pessoas que querem roubar a posição do guru, ou mesmo falsos gurus, irão se arvorar no ataque aos verdadeiros e santos gurus vaisnavas.

 Isto será inevitável. Nesta era de Kali, estes agentes, falsos devotos iludidos e/ ou travestidos de “áurea” devocional, irão operar disseminando a influência malévola típica da era.

Isto tudo ocorre independentemente de vontade. Tudo faz parte de uma providência, posto que Bhagavan Sri Krsna está no controle, e Ele fez arranjos inexcrutáveis de modo a dar a cada o fruto das suas próprias ações.

Apenas faço deste texto uma oferenda aos pés de lótus dos vaisnavas e de todo o guru-parampara, me reportando a, especialmente, dois dos 64 angas de Bhakti, de modo que assim justifico a impertinência de ter redigido este texto:

guru krsna bhakta-ninda-sahana-tyagah:
“Não se deve tolerar blasfêmia contra Sri Guru, Sri Krsna ou os devotos”.

vaisnava-sastra-seva: “Servir as escrituras vaisnavas. Restaurar, propagar, e defender as escrituras das especulações e ofensas”.


Todas as glórias ao casal divino Sri Sri Radha-Krsna!
Todas as glórias a Sri Krsna Caitanya!
Todas as glórias a Prabhu Nitiananda! AO forma guru original em sua manifestação indivisa.

Todas as glórias aos Vaisnavas e guru-parampara!
Todas as glórias a Srila Bhaktivedanta Svami Prabhupada!
Srila Gurudeva ki jaya! Bhaktivedanta Narayana Maharaja ki jaya!
A todos peço que aceitem os meus respeitos e as minhas singelas reverências.

Mangala Nilay das
Rio de Janeiro, 11 de maio de 2009.

*Aos que quiserem manter contato ou maiores esclarecimentos, email: mangalanilay@ig.com.br
HARE KRSNA

domingo, 21 de fevereiro de 2010

APARADHA (OFENSAS)




Um bhakti-sadhaka e especialmente aqueles ocupados na adoração à Deidade devem se tornar completamente livre de seva-aparadha (ofensas ao serviço à Deidade) e nama-aparadha (ofensas ao santo nome). Deve-se ser extremamente cuidadoso durante todo o tempo para não cometer essas ofensas.


Nama-aparadhas (ofensas ao santo nome)


1. Blasfemar os devotos que estão ocupados no puro serviço devocional a Sri Hari.


2. Considerar os semideuses como Siva e Brahma como sendo independentes de Visnu e considerar os nomes destes semideuses como sendo independentes do santo nome de Sri Hari. Isto significa dizer, considerar os semideuses considerar os semideuses como sendo independentes de Sri Visnu e também considerar o nome, forma, qualidades e passatempos de Sri Krsna como estando separados do svarupa (personalidade) de Sri Krsna.


3. Desobedecer às ordens de Sri Gurudeva que está estabelecido na compreensão apropriada do tattva d santo nome.



4. Blasfemar os Vedas e as literaturas que estão de acordo com eles.



5. Considerar as glórias do santo nome como sendo um exagero .



6. Considerar as glórias de Sri Bhagavan como sendo imaginárias.



7. Cometer atividades pecaminosas se fiando no santo nome.



8. Considerar o cantar do santo nome como sendo equivalente à execução de outras atividades auspiciosas mencionadas na seção karma-kanda dos Vedas; ser preguiçoso no cantar do santo nome ou ignorá-los.



9. Pregar as glórias d santo nome para pessoas infiéis que não desejam ouvir e ue são hostis em relação à bhagavad-bhakti.


10. Ao invés de ouvir as glórias ilimitadas do santo nome, manter o apego mundano relativo ao 'eu' e 'meu' devido à falsa identificação com o corpo material, não demonstrando, assim, nenhum apego ou gosto pelo santo nome.


Seva-aparadha (ofensas no serviço à Deidade)


1. Entrar no templo calçado ou sendo carregado num palanque.

2. Não seguir os dias prescritos de festival e procissões para o prazer de Sri Bhagavan.

3. Evitar prestar reverências na frente da Deidade.

4. Oferecer reverências somente com uma mão tocando o chão.

5. Dar as costas para a Deidade no momento de circundar.

6. Estender as pernas na direção das Deidades.

7. Sentar diante da Deidade abraçando os joelhos dobrados.

8. Deitar na frente da Deidade.

9. Comer na frente da Deidade.

10. Mentir na frente da Deidade.

11. Falar alto na frente da Deidade.

12. Falar algo que não seja haki-katha diante da Deidade.

13. Chorar na frente da Deidade.

14. Discutir ou brigar na frente da Deidade.

15. Castigar ou favorecer alguém na frente da Deidade.

16. Repreender alguém ou usar palavras ásperas diante da Deidade.

17. Blasfemar alguém na frente da Deidade.

18. Glorificar alguém na frente da Deidade.

19. Usar linguagem vulgar na frente da Deidade.

20. Flatulência ou arroto diante da Deidade.

21. Oferecer respeitos e reverências a outra pessoa que não o guru diante da Deidade.

22. Sentar-se de costas para a Deidade.

23. Mascar folhas de betel (pana) ou tabaco na frente da Deidade.

24. Oferecer reverências ou preces a Deidade com o corpo impuro ou contaminado.

25. Usar um xale ou manta de lã enquanto adora a Deidade.

26. Evitar a adoração opulenta da Deidade embora alguém possa ser capaz de executá-la.

27. Comer algo não oferecido à Deidade.

28. Não oferecer as frutas da época e outros ingredientes à Deidade.

29. Oferecer comida à Deidade que já tenha sido parcialmente comido (em outras palavras, a comida não deve ser distribuía antes de ter sido oferecida).

30. Sentar-se em silêncio e não recitar preces diante do guru.

31. Vangloriar-se na frente do guru.

32. Blasfemar os semideuses.



Além destas 32 ofensas, as seguintes ofensas são mencionadas no Varaha Purana e também devem ser evitadas.



33. Tocar a Deidade num local permeado pela escuridão.

34. Entrar no altar sem fazer nenhum som (abrir a porta sem bater palmas).

35. Adorar à Deidade de uma maneira especulativa, desobedecendo as regras apropriadas.

36. Oferecer à Deidade comida que foi vista por um cão.

37. Quebrar o silêncio enquanto executa adoração à Deidade.

38. Adorar à Deidade sem ter limpado os dentes.

39. Adorar à Deidade com flores proibidas.

40. Começar a adorar à Deidade após ter feito sexo.

41. Adorar à Deidade após ter tocado numa mulher em seu período menstrual.

42. Adorar à Deidade após ter tocado nu corpo morto.

43. Adorar à Deidade usando roupas azuis ou vermelhas, roupas usadas e não lavadas ou roupas usadas por outros.

44. Adorar à Deidade após ter visto um corpo morto.

45. Adorar ou tocar a Deidade após ter ficado irado.

46. Adorar à Deidade imediatamente após ter retornado de um crematório.

47. Tocar ou realizar adoração à Deidade após ter passado óleo no corpo.

48. Adorar à Deidade com flores trazidas nas folhas da planta do óleo de rícino.

49. Adorar à Deidade sentando-se diretamente no chão ou num assento elevado.

50. Adorar à Deidade com flores murchas ou passadas.

51. Cuspir ou assoar o nariz durante a adoração à Deidade.

52. Considerar-se um grande adorador.

53. Aplicar tilaka não retilínea na testa.

54. Entrar no templo sem ter lavado os pés.

55. Tocar a Deidade com a mão esquerda enquanto A banha.

56. Oferecer comidas preparadas por devotos não-iniciados ou não-devotos para a Deidade.

57. Adorar à Deidade na frente de não devotos.

58. Adorar à Deidade enquanto transpira.

59. Adorar à Deidade após ter visto uma pessoa portando uma guirlanda de caveiras.

60. Recusar as guirlandas remanentes das Deidades.

61. Prestar um juramento em nome dos santos nomes.

62. Desrespeitar os sastras que glorificam o serviço devocional a Sri bhagavan e demonstrar respeito a outras escrituras.

63. realizar adoração em momentos inauspiciosos , como tarde da noite.

64. Executar arcana com água que foi tocada pelas unhas.


Fonte : http://radhesyama.multiply.com/journal/item/12/APARADHAS_OFENSAS


haribol .

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

As Dez Ofensas Contra Os Santos Nomes do Senhor Krsna

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enviado por : ISKCON BRASIL

http://iskconbr.multiply.com/journal/item/42/As_dez_ofensas_contra_o_Santo_Nome




(na foto acima temos : Srila Bhakti Raksaka Sridhara Maharaja, Srila Prabhupada e Srila Bhaktivedanta Narayana Maharaj)


As dez ofensas contra o Santo Nome



1. Blasfemar os devotos que têm dedicado suas vidas à propagação do santo nome do Senhor.


2. Considerar que os nomes dos semideus, tais como o Senhor Siva e o Senhor Brahma, estão a altura ou são independente do nome do Senhor Visnu.

3. Desobedecer as ordens do mestre espiritual.

4. Blasfemar a literatura védica ou literatura que segue a versão védica.

5. Considerar que as glórias de cantar Hare Krsna são produtos da imaginação.

6. Interpretar o santo nome do Senhor de alguma maneira deturpada.

7. Cometer atividades pecaminosas apoiando-se na força do cantar do santo nome do Senhor.

8. Considerar o cantar de Hare Krsna como uma das atividades ritualísticas auspiciosas oferecidas pelos Vedas como atividades fruitivas (karma-kanda).

9. Instruir um infiel sobre as glórias do santo nome.

10. Não ter fé completa no cantar dos santos nomes e manter algum apego material, mesmo após compreender tantas instruções sobre este assunto.
Também é uma ofensa estar desatento durante o cantar.



(na foto acima temos : Srila Bhaktivedanta Narayana Maharaj após realizar o samadhi de Srila Bhaktivedanta Swami Maharaj


Srila Bhaktivedanta Narayan Gosvami Maharaj performing Nagar Sankirtan with Iskcon





Srila Bhaktivedanta Narayan Gosvami Maharaj leading kirtan, Je anila prema dhana, after Srila Bhaktivedanta Swami Maharaj departure






Jaya Srila Prabhupada Jaya Srila Bhaktivedanta Narayana Maharaj !





Jai Sri Radhe !!!

A ordem final de Prabhupada: Sobre a ISKCON e Srila Narayana Maharaj.

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(na foto acima temos Srila Bhaktivedanta Narayana Maharaj realizando a cerimonia de instalação da MURTI OFICIAL de Srila Bhaktivedanta Swami Prabhupada no KRSNA BALARAMA MANDIR em Vrindavana)



A ordem final de Prabhupada: Sobre a ISKCON e Srila Narayana Maharaj.

Enviado por ; Srimati Syamarani didi (Jadurani dasi)

No momento atual há uma controvérsia sobre se os devotos que se consideram seguidores de Srila Bhaktivedanta Swami Prabhupada deveriam ou não receber a guia espiritual de Srila Bhaktivedanta Narayana Gosvami Maharaj. O seguinte é a uma transcrição, traduzida de uma fita cassete com uma conversa em Bengali entre Srila Prabhupada e Srila Narayna Maharaj sobre este tópico. Nessa fita-cassete, feita em Outubro-Novembro de 1977, nós ouvimos do próprio Srila Prabhupada a respeito de sua ordem final, falada com suas últimas respirações. Visto que a conversa original está em Bengali, com somente algumas pequenas partes em inglês, é, portanto uma fita-cassete que você nunca ouviu antes. Nossos respeitáveis leitores ficarão satisfeitos ao ver nessa transcrição que Srila Prabhupada pessoalmente ordenou Srila Narayana Maharaj para dar condução espiritual para seus discípulos e seguidores, e que ele quer seus discípulos e seguidores aceitem esta condução. O cassete foi gentilmente doado pelos arquivos da BBT.

[Srila Prabhupada]: Srila Narayana Maharaj. Ele virá amanhã?

[Tamal Krsna Gosvami]: Ele virá quando nós (discutindo com os outros). Se nós o pegarmos, ele pode vir a noite.

[Srila Prabhupada]: Hmm.

[Tamal Krsna Gosvami]: Se nós formos agora de carro. Bhakticaru está indo agora de carro. Maharaja pode vir à noite.

[Alguém começa a cantar govindam adi purusam...]

[Tamal Krsna Gosvami]: Sim, nós deveríamos ligar o ventilador um pouco? Um pouco.

[A conversa com Srila Narayana Maharaja começa]

[Srila Prabhupada]: Srila Prabhupada [Bhaktissidhanta Sarasvati] disse que nós deveríamos pregar no mundo todo - na Europa, America. Eu tentei meu máximo para realizar seu desejo. Agora nós devíamos pregar juntos.

[Srila Narayana Maharaja]: Sim

[Srila Prabhupada]: Nós temos a experiência que se nós nos empenharmos coletivamente, há uma grande possibilidade de espalhar a mensagem de akara matha: a missão de Mahaprabhu, 'prithvi te ache, no mundo todo. Eu contribui para isso com o melhor da minha capacidade.

[Srila Narayana Maharaja]: Hmm.

[Srila Prabhupada]: Eu desejo que meus irmãos espirituais perdoem as minhas ofensas. Enquanto pregamos, muitas vezes nós dizemos coisas contrárias uns para os outros, ou nós cortamos os argumentos filosóficos dos outros. Isso acontece. Por favor, peça a meus irmãos espirituais para perdoar minhas ofensas. (inaudível)

[Srila Narayana Maharaja]: Tudo bem.

[Srila Prabhupada]: (inaudível)

[Srila Narayana Maharaja]: O que quer que você me ordene, eu irei aceitar completamente. Eu lhe considero meu guru.

[Srila Prabhupada]: (inaudível)

[Srila Narayana Maharaja]: Tem sido feito muito belamente. Esta é a maneira correta. É bom que você tenha levantado este ponto – que todos deveriam proteger a missão de Mahaprabhu que você estabeleceu nos paises ocidentais, por boa cooperação. Apesar de você já os ter ensinado, ainda assim, no futuro, se todos ajudarem, um movimento maravilhoso pode ser estabelecido na Terra.

[Srila Prabhupada]: (inaudível)... Eu trouxe estes mlecchas e yavanas. Eles são como macacos (banaras), muitos peritos em brigar. Aceitando estes que foram mandados a mim pelo arranjo de Krsna, e considerando suas qualificações, e desqualificações, eu tentei educa-los, somente para que as coisas fossem indo. Eles aprenderam em sua capacidade. As coisas podem ser feitas em boa cooperação. Há terras suficientes, templos grandes, muito grandes, e não há falta de dinheiro... (inaudível)

[Srila Narayana Maharaja]: É apropriado a todos ajudarem nesse assunto. Tudo será ainda melhor se eles estiverem também humildes e tentarem cooperar com todos, e também com outros Vaisnavas. Eu farei meu melhor para ajudar. Sempre e o que quer que eles me chamem, qualquer conselho que eles queiram, aonde quer que eles possam querer que eu vá, apesar de que minha qualificação é limitada, eu tentarei ajudar com o máximo de minha capacidade.

[Srila Prabhupada]: Há algum de meus irmãos espirituais agora em Vrndavana?

[Srila Narayana Maharaja]: Sim.

[Srila Prabhupada]: Quem?

[Srila Narayana Maharaja]: Van Maharaja pode estar lá, bem como Indupati Prabhu da Caitanya Gaudiya Matha.

[Srila Prabhupada]: Alguém mais?

[Srila Narayana Maharaja]: Somente esses dois no momento.

[Srila Prabhupada]: Quem é Indupati?

[Srila Narayana Maharaja]: Indupati. Ele vêem aqui freqüentemente.

[Bhakticaru Swami]: Da matha de Madhava Maharaja?

[Srila Narayana Maharaja]: Sim. Mais ninguém.

[Srila Prabhupada]: Por favor, chame ambos. Van Maharaja e ele.

[Srila Narayana Maharaja]: Esta sua proposta é muito boa.

[Srila Prabhupada]: Por favor, sente-se. Eles irão chamá-los.

[Srila Narayana Maharaja]: Tudo bem.

[Srila Prabhupada]: Este corte de argumentos acontece algumas vezes...

[Srila Narayana Maharaja]: São assuntos insignificantes em uma missão mundial. Pouca coisa e sem conseqüência nenhuma. Você fez este maravilhoso trabalho de pregação para beneficio do mundo inteiro. Não houve nenhum interesse próprio, Você fez tudo somente em serviço devocional para Krishna – pelo beneficio de todas pessoas em geral.

[Srila Prabhupada]: Foi pela suas bênçãos.

[Srila Narayana Maharaja]: Você fez algo maravilhoso. É necessário cuidar e preservar esta missão, e ver que ela é administrada habilmente.

[Srila Prabhupada]: GENTILMENTE INSTRUA-OS NESSE ASSUNTO. Eu não posso falar.

[Srila Narayana Maharaja]: Sim. Por favor, descanse.

[Srila Prabhupada]: Por favor, sente um pouco mais..

[Srila Narayana Maharaja]: Sim. Eu estou aqui.

[Srila Prabhupada]: Sua saúde está boa?

[Srila Narayana Maharaja]: Sim. Por favor, mantenha-se lembrando de Krsna. Estes são homens qualificados. Eles irão administrar bem.

[Srila Prabhupada]: Há um certo problema (perturbação) em Mayapura.

[Srila Narayana Maharaja]: Isso será resolvido. Os gundas fizeram isso por motivos egoístas. Tudo ficará bem. Alguns obstáculos estão lá em qualquer serviço.

[Srila Prabhupada]: Vinte mil pessoas reunidas para o encontro. Você ouviu alguma coisa sobre isso?

[Srila Narayana Maharaja]: Sim, eu ouvi algo. Foi doloroso. As pessoas do partido comunista fizeram esta coisa sem sentido. Eles fizeram as maiores injustiças. Agora esteja livre para pacificamente se lembrar de Sri Radha-Krsna e seus doces passatempos. Seu pessoal vai cuidar das necessidades. Tudo ficará bem pelo desejo do Senhor Supremo, Sri Krsna. Não há necessidade de pensar sobre isso.

[Srila Prabhupada]: Hmm.

[Srila Narayana Maharaja]: Não se preocupe.

[Srila Prabhupada]: Você tem alguma afeição por mim? [Esta é uma expressão Indiana de amor.]

[Srila Narayana Maharaja]: Afeição! O que falar de afeição, eu lhe considero como meu guru.

[Srila Prabhupada]: Eu sei disso. É por isso que peço que você, por favor, perdoe as minhas ofensas.

[Srila Narayana Maharaja]: Por favor, bondosamente perdoe nossas ofensas, para que nossa inteligência possa estar fixada nos pés de lótus de Krsna. Por favor, nos dê essa benção.

[Srila Prabhupada]: Onde está...

[Srila Narayana Maharaja]: Ele foi para a Bengala.

[Srila Prabhupada]: Quando ele foi?

[Srila Narayana Maharaja]: Ele foi a um mês atrás. Sesasayi veio comigo para receber seu darshan. Ele lhe realizou alguns serviços.

[Srila Prabhupada]: Brahmachari?

[Srila Narayana Maharaja]: Sim Sesasayi Brahmacari. Algumas vezes ele cozinhou para você.

[Srila Narayana Maharaja fala com os outros devotos em Hindi]: Ele cozinhava para Swamiji quando ele estava em Mathura.)

[Srila Prabhupada]: Onde está Tamal?

[Devoto]: Ele está vindo, Srila Prabhupada. Ele está em outro cômodo.

[Srila Prabhupada]: (inaudível)

[Srila Narayana Maharaja]: Sim, eu posso ver isto. É muito bom que você retornou do exterior para Vraja.

[Srila Prabhupada]: Eles queriam me manter lá, mas eu disse, “Não”. Minha saúde não está adequada para quaisquer outras viagens...

[Tamal Krsna Gosvami entra no quarto]

[Srila Prabhupada]: Você se consultou com Narayana Maharaja?

[Tamal Krsna Gosvami]: Sim. Esta manhã. Bhakticaru Swami, Bhaktiprema Swami and Sridhara Swami foram vê-lo, e Narayana Maharaja descreveu a cerimônia.

[Srila Narayana Maharaja]: Eu lhes contei tudo o que tem que ser feito. Eu disse, “O que quer que vocês necessitem de mim, eu virei aqui”.

[Srila Prabhupada]: (inaudível)...Quando você entra no portal do lado direito?

[Tamal Krsna Gosvami]: Na entrada do lado esquerdo. Ao entrar do lado esquerdo, olhando para as Deidades. Em outras palavras, quando você vem ao templo. Há uma grande abertura...

[Srila Prabhupada]: Você coloca sal ao redor do meu corpo.

[Srila Narayana Maharaja]: Eu expliquei tudo a eles.

[Tamal Krsna Gosvami]: É no mesmo lado da vyasasana.

[Srila Prabhupada]: As flores devem ser colocadas em Mayapura.

[Srila Narayana Maharaja]: Eu lhes falei para manter umas flores, e qualquer que seja seu desejo estas podem ser...

[Srila Prabhupada]: Você estará lá.

[Srila Narayana Maharaja]: Sim, eu estarei lá.

[Tamal Krsna Gosvami]: Ele descreveu toda a cerimônia em detalhes, Srila Prabhupada.

[Srila Prabhupada]: (inaudível) Sesasayi tomou sannyasa?

[Srila Narayana Maharaja]: Não. Ele ainda é brahmacari.

[Srila Narayana Maharaja]: Todos os seus deveres estão completos. Você realizou tudo em sua vida. Não há necessidade de se preocupar com nada. Somente se lembre dos pés de lótus de Sri Radha-Krsna.

[Srila Prabhupada]: Somente pelas suas bênçãos.

[Srila Narayana Maharaja]: Sim, você fez tudo. Nada está sendo deixado interminado.

[Srila Prabhupada]: Hm.

[Srila Narayana Maharaja]: Somente uma coisa. Eles devem ser avisados a não brigarem uns com os outros por interesse próprio. Eles deveriam trabalhar em cooperação para espalhar a sua missão.

[Srila Prabhupada]: Não brigue entre vocês. Eu já lhes deixei minha vontade. Executem isso... Hoje é Ekadasi?

[Srila Narayana Maharaja]: Sim, hoje é Ekadasi.

[Srila Prabhupada]: Como vai o serviço a Mahaprabhu?

[Srila Narayana Maharaja]: Hmm.

[Srila Prabhupada]: De Jhansi. Agora ele está na sua região.

[Srila Narayana Maharaja]: Sim, seu Mahaprabhu está comigo. Seu serviço está sendo bem feito, com muita afeição.

[Srila Prabhupada]: Primeiramente, eu estava tentando fazer alguma coisa em Jhansi, mas Krsna tinha planos maiores. Nós recebemos tantos lugares.

[Srila Narayana Maharaja]: Porque você deveria ficar confinado a Jhansi? Krsna queria que você pregasse em todos os lugares.

[Srila Prabhupada]: Eu queria viver como um niskincana Vaishnava em Vrindavan; mas Krsna me inspirou a ir e pregar com a idade de setenta anos e somente com quarenta rúpias no meu bolso. E então se tomou uma forma grandiosa.

[Srila Narayana Maharaja]: Sim, você recebeu a misericórdia especial de Sri Rupa Gosvami, e também de Sri Radha-Damodara.

[Srila Prabhupada]: (inaudível)

[Srila Narayana Maharaja]: Você tem qualquer dor no seu corpo?

[Srila Prabhupada]: É tão tão.. (inaudível)

[Srila Narayana Maharaja]: (fala para os devotos:) Dê a ele caranamrta quando ele sentir sede. Também mantenha algumas folhas de tulasi sob sua cabeça.

[Srila Prabhupada]: Yei bhaje sei bado.[Este é um verso do Sri Caitanya Caritamrta:] "Alguém que adora a Krsna é exaltado."

[Srila Narayana Maharaja]: Hmm. Sei bado. "Ele é exaltado."

[Srila Prabhupada]: Abhakta hina char. "Alguém que não é devoto é de baixa classe e abominável."

[Srila Narayana Maharaja]: Char. "Abominável."

[Srila Prabhupada]: (inaudível)

[Srila Narayana Maharaja]: Eles são afortunados. Se alguém tem devoção unidirecionada ao Senhor Hari, então, mesmo que ele tenha algumas faltas, "api cet suduracaru bhajate mam ananya bhak, sadhur eva sa mantavya samyak vyavasthito hi sa". Este é o principio.

[Indupati prabhu entra no quarto]

[Indupati prabhu]: Hare Krishna.

[Srila Narayana Maharaja]: Por favor, venha. Van Maharaja também veio?

[Indupati prabhu]: (inaudível)

[Srila Narayana Maharaja]: Indupati prabhu veio

[Srila Prabhupada]: Narayana Maharaja lhe chamou a meu pedido. Eu estava dizendo a Narayana Maharaja que eu peço perdão a vocês todos...

[Indupati prabhu]: Hmm...

[Srila Narayana Maharaja]: (falando suavemente para Indupati prabhu.) Maharaja está tendo dificuldade em falar. Eu irei lhe falar.

[Srila Prabhupada]: Eu peço perdão pelas minhas ofensas. Eu não queria ofender ninguém. Enquanto pregamos às vezes nós cortamos os argumentos uns dos outros...

[Srila Narayana Maharaja]: (ele está explicando suavemente para Indupati prabhu o desejo de Srila Prabhupada.)

[Srila Prabhupada]: Você irá me perdoar?

[Srila Narayana Maharaja]: (para Indupati Prabhu) Você irá?

[Srila Narayana Maharaja]: (para Srila Prabhupada) Maharaja, você não cometeu nenhuma ofensa. Por favor, seja misericordioso conosco. Você não cometeu nenhuma ofensa.

[Indupati prabhu]: (inaudível)

[Srila Narayana Maharaja]: Se alguém considera que você cometeu uma ofensa, então ele mesmo está errado.

[Srila Prabhupada]: Hmm...?

[Srila Narayana Maharaja (falando suavemente para to Indupati prabhu sobre Srila Prabhupada)]: Ele acabou de retornar de Londres.

[Srila Prabhupada]: Eles tinham organizado uma turnê mundial, mas eu tive que voltar...

[Srila Narayana Maharaja]: Eu irei falar para os discípulos de Srila Prabhupada (Bhaktisiddhanta Sarasvati Thakura) que não estão aqui, sobre o seu desejo. Todos devem ajudar e dar a eles (seus discípulos) a condução necessária para que eles possam administrar bem. Por favor, não se preocupe com nada. Se lembre somente dos pés de lótus de Sri Radha-Krishna.

[Srila Prabhupada]: Por favor, os conduza em organizar os festivais apropriadamente e dar doações apropriadas aos gosvamis.

[Srila Narayana Maharaja (para Bhakticaru Svami)]: Você entendeu o que ele está dizendo?

[Bhakticaru Svami]: Sim. (Ele fala suavemente com Srila Narayana Maharaja.)

[Srila Narayana Maharaja]: Eu tenho um pedido especial. Por favor, não se preocupe mais sobres esses assuntos. Eles são qualificados e eles conhecem seus desejos. Agora, pense somente em Krsna. Tudo será cuidado. Você fez o mundo inteiro dançar em Krsna Nama.

[Srila Narayana Maharaja]: Eu irei sair agora.

[Srila Prabhupada]: Primeiro tome alguma prasada.

[Srila Narayana Maharaja]: Sim, eu vou tomar.

[Bhakticaru Svami]: Srila Prabhupada, eu estou preparando.

[Srila Narayana Maharaja sai]



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[O crédito para a tradução é devido aos esforços de Sripad Madhava Maharaja, Sripad Krsna Kanthi dasa brahmacari, e Sripad Tanmoy Chakravarty. Apesar do volume do cassete original ter sido melhorado por tecnologia digital para facilitar os tradutores, ainda algumas partes permaneceram inaudíveis, e na transcrição acima elas ficaram classificadas como tal.]

Tradução: Ramananda Das

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